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Eleições da OAB/MS: Chapas começam a se formar e Rachel Magrini convida André Xavier para vice

O advogado André Xavier foi convidado a ser vice de Rachel Magrini na chapa que pleiteia à presidência da OAB/MS para o próximo triênio. Com a bandeira de renovação e de “Uma Nova Ordem”, Rachel e André são aliados de longa data e encabeçam oposição a atual gestão da Ordem Seccional Mato Grosso do Sul.

O anúncio do convite foi feito pela própria pré-candidata Rachel Magrini, nesta terça (24), em visita ao portal de notícias Topmídia News.

Rachel e André trabalharam juntos na diretoria da OAB/MS em duas gestões consideradas de transformadoras na Ordem. Na gestão do então presidente Leonardo Avelino Duarte (2010/2012), Rachel Magrini ocupou o cargo de secretária-geral da OAB/MS e André Xavier o cargo de diretor-tesoureiro da entidade.

Na gestão seguinte, entre os anos de 2013 e 2015, ambos continuaram à frente da Ordem em mais uma parceria vitoriosa. Rachel foi diretora da ESA/MS (Escola Superior da Advocacia) e André Xavier vice-presidente da Ordem na gestão do ex-presidente Júlio Cesar Souza Rodrigues.

Em 2021, a aliança entre os dois advogados se repete, desta vez como “dobradinha” de presidente e vice-presidente da OAB/MS. Rachel e André tem o apoio do grupo de ex-presidentes liderados por Leonardo Avelino Duarte, Carlos Marques e Elenice Carille.

O objetivo do grupo é retornar à presidência da Ordem depois de dois mandatos do atual presidente e adversário político, Mansour Elias Karmouche, que comanda a OAB/MS desde 2016.

Pré-candidatos

Até o momento, três pré-candidatos anunciaram o desejo de concorrer às eleições para a diretoria da OAB/MS que ocorrem em novembro deste ano. Além de Rachel, o advogado Luiz Bito e Giselle Marques também lançaram pré-candidatura.

Neste cenário, apenas Rachel divulgou o possível vice na chapa. Bito e Giselle ainda não confirmaram nomes.

“As reuniões estão a cada dia mais animadas. Ontem inclusive estivemos com uma comitiva de jovens líderes participando ativamente da Sabatina promovida pela Associação dos Novos Advogados-ANA. Ao final, muitos dos participantes vieram declarar seu voto e apoio ao nosso movimento ‘Oabquequeremos’”, afirmou Giselle.

Sobre a composição da chapa, a advogada afirmou que já definiu alguns membros, “Conselheiros Federais: Samia Barbieri; José Belga Trad e Edgar Calixto. Vice ainda não”.

Até o momento duas pesquisas ouvindo advogados de todo o estado foram divulgadas. O IPR (Instituto de Pesquisa Resultado) realizou, entre os dias 24 e 25 de maio, pesquisa com 350 advogados de Campo Grande e Dourados.

Na pesquisa estimulada, a pré-candidata Rachel Magrini liderava as intenções de voto com 31,29%, contra 26,07% de Luiz Bito e 1,84% de Giselle Marques. Mas, apesar da vantagem de Rachel Magrini, que representa parte da oposição a atual gestão, o pleito ainda está aberto, pois a porcentagem de indecisos é de 32,82%.

Além disso, outros 7,98% não votariam em nenhum dos três pré-candidatos. Campo Grande e Dourados representam as maiores subseções da OAB/MS e é reduto eleitoral de Rachel.

Na mesma pesquisa, em outro cenário também estimulado, o IPR aponta um empate técnico entre Rachel Magrini e o atual presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche. O atual presidente tinha 34,36% das intenções de voto e Rachel tinha 32,82%. Neste cenário os indecisos somavam 23,31% e a rejeição é de 9,51% dos advogados que não votariam em ambos.

Outra pesquisa divulgada foi a do Ipems (Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul) que ouviu 2.018 advogados em todo o Estado entre os dias 27 e 28 de maio.

De acordo com o Ipems, Bito liderava com folga a intenção de votos dos profissionais jurídicos de Mato Grosso do Sul.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Bito tinha 26,51%, Rachel 5,82% e Giselle 2,89%. Indecisos correspondiam a 60,82% dos entrevistados.

Na pesquisa estimulada o sucessor do presidente Karmouche também confirmava a liderança na intenção de voto. De acordo com a pesquisa, Bito tinha 37,47% das intenções de voto, Rachel Magrini tem 25,93% e Giselle Marques 10,51%. Neste cenário 24,21% de advogados estavam indecisos.

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Altas taxas cartorárias fazem MS perder arrecadação e aumentar o risco do fechamento de cartórios no interior

O Mato Grosso do Sul segue perdendo arrecadação das atividades cartorárias de transações imobiliárias devido às altas taxas praticadas no Estado. Em nota, divulgada em agosto deste ano, o ex-deputado estadual e oficial de justiça e tabelião afastado, Valdenir Machado, afirmou que muitos cidadãos tem procurado cartórios em Estados vizinhos para realizarem os registros, esvaziando o faturamento dos cartórios locais e, em consequência, a arrecadação de impostos.

A “fuga” de registros de transações imobiliárias e outros serviços se intensificou entre os anos de 2013 e 2015, com a criação do Funadep (Fundo Especial para o Aperfeiçoamento e o Desenvolvimento das Atividades da Defensoria Pública), do Fead (Fundo Especial de Apoio e Desenvolvimento do Ministério Público) e do Funde (Fundo Especial da Procuradoria-Geral do Estado).

Os fundos, criados pelo ex-governador André Puccinelli e aprovados pela Assembleia Legislativa, levaram os cartórios a uma alta na carga tributária e que foi repassada ao valor dos serviços. Com os preços elevados, Estados vizinhos como São Paulo, Goiás e Paraná, além do Distrito Federal, tornaram-se atrativos para lavrar escrituras de Mato Grosso do Sul.

A situação é perceptível com a divulgação do levantamento realizado por Valdenir Machado que aponta que, das escrituras levadas ao registro imobiliário de Dourados (segunda maior cidade de MS), 1º Ofício, 80% são serviços feitos por cartórios paranaenses. Além disso, tabeliães afirmam ainda que há concorrência desleal, com a atuação de escritórios irregulares de outros Estados atuando em Mato Grosso do Sul.

Em 2017, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e as Procuradorias-Gerais de Justiça e do Estado iniciaram rodadas de negociação para a redução e valores cobrados para transações imobiliárias e a elaboração de um anteprojeto que está em tramitação.

Apesar dos quatro anos de conversas, não houve grande avanço nas negociações. Há expectativa que o projeto de redução de taxas seja avaliado ainda este ano pela Assembleia Legislativa para entrar em prática em 1º de janeiro de 2022. Porém, a proposta ainda deve ser aprovada pelo Pleno do Tribunal de Justiça antes de ser remetida à Casa de Leis.

Na avaliação dos cartorários, o projeto é relevante e deve ser solucionado com urgência, pois a situação atual pode gerar o fechamento de cartórios em cidades do Estado, principalmente no interior.

Atualmente, a classe afirma que, do valor cobrado pelo serviço no cartório apenas 32% ficam no estabelecimento para o pagamento de salário, aluguel do imóvel, água, luz, internet e despesas operacionais.

Foto: motionarray

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Pré-candidatos à OAB/MS

Associação de Novos Advogados recebe pré-candidatos à presidência da OAB/MS

Pré-candidatos à OAB/MS: advogados Luiz Bitto Pereira, Giselle Marques e Rachel Magrini
Bitto e Giselle Marques estarão no evento; Rachel Magrini não confirmou presença

A ANA/MS (Associação dos Novos Advogados de Mato Grosso do Sul) receberá os pré-candidatos à presidência da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul) para definir qual nome será apoiado pela instituição que representa o novo advogado, aquele com até cinco anos de carreira e que, hoje, representa cerca de 60% do total da advocacia no Estado.

De acordo com a entidade, o evento “Conversa com a Nova Advocacia” é tradição nas últimas eleições para a Ordem.  

A sabatina será realizada na segunda-feira (23), às 19h com transmissão pelas redes sociais, com a presença de Luiz Bitto Pereira e Giselle Marques, dois dos três advogados que estão na disputa. A advogada Rachel Magrini não confirmou a presença na conversa.

A ANA/MS representa os advogados com até cinco anos de carreira e que são cerca de 60% do total da advocacia no Estado. Em 2016, por reivindicação da OAB/MS, a classe conquistou a fixação de um teto mínimo para o piso salarial, por meio da Lei 4.948, sancionada pelo governador, Reinaldo Azambuja no mês de dezembro.

O presidente da ANA/MS, João Antonio Argirin de Figueiredo, destacou que o evento possibilitará o diálogo direto com os pré-candidatos e a definição de um nome para apoiar nas eleições.

 “A ANA, que foi a percursora e a maior defensora da instituição do piso salarial do advogado no estado de Mato Grosso do Sul reafirma o seu compromisso com a nova advocacia e nada melhor do que escutar os pré-candidatos para definir quem apoiará na eleição da Ordem dos Advogados do Brasil”, afirma.

Presidente da ANA/MS, o advogado João Antônio Argirin de Figueiredo
Presidente da ANA/MS, o advogado João Antônio Argirin de Figueiredo

A dinâmica do evento terá 12 novos advogados para que sejam porta-voz da instituição, questionando os candidatos com perguntas formuladas em conjunto com a audiência das redes sociais.

Segundo a ANA/MS, a partir desta conversa e após decisão ampla escutando todos os associados, a ANA/MS poderá definir um nome para apoiar publicamente.

Os interessados em participar presencialmente da “Conversa com a Nova Advocacia”, no Novotel, deverá entrar em contato pelo Instagram clicando aqui.

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Empresário de Mato Grosso do Sul é responsabilizado por divulgar ‘Fake News’ contra o Banco do Brasil

Instituição financeira ainda tenta na Justiça identificar administradores de outras páginas de conteúdo que difundiam notícias falsas

Um empresário de Mato Grosso do Sul foi responsabilizado pela divulgação de “fake News”, notícias falsas, disparadas contra o Banco do Brasil em 2017.

O homem é administrador de um portal de notícias jurídico em Campo Grande e foi processado em R$ 100 mil por publicar conteúdo inverídico no site em que relacionava o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI) do Banco do Brasil a um possível surto de depressão e suicídio em massa de funcionários da instituição bancária.

O fato também foi amplamente divulgado nas redes sociais através de grupos no Facebook, e perfil no Twitter, o que levou o Banco do Brasil a incluir as empresas no processo.

Em 2016, o Banco do Brasil deu início ao processo de reorganização institucional, com o objetivo de melhorar o atendimento, reduzir tarifas e aumentar a competitividade com relação a outras instituições financeiras.

Dentre as mudanças, o banco lançou o PEAI com incentivos à funcionários que já poderiam se aposentar para que aderissem, de forma livre e autônoma, um plano de aposentadoria.

No ano seguinte a implantação do plano, o Banco do Brasil tomou conhecimento, através de denúncias, que estariam ocorrendo ataques em redes sociais e sites de notícias.

Dentre as postagens, textos como “A onda de suicídio entre bancários do BB voltou a se intensificar, de modo especial, a partir das reestruturações de 2007, 2010 e 2013”; “Bomba: um número que o BB tem se esforçado, com todas as forças, para ver fora dos balaços estatísticos: 64 suicídios de bancários que a DIEPS está tentando esconder! Isso só desde o começo da atual reestruturação do Banco do Brasil”, foram compartilhados em grupos do Facebook.

Na mesma proposção ao Facebook, os ataques se replicavam no Twitter através de um perfil falso. Com as denúncias de que os conteúdos violavam a política das empresas de rede social, as postagens foram bloqueadas pelo Twitter e Facebook.

O conteúdo também foi compartilhado como notícia pelo site de Campo Grande (MS), com título “Reestruturação do BB teria gerado onda de suicídios entre funcionários”. No texto, assinado pela redação, a notícia dizia que “Mas a mais nova denúncia que vem ganhando as atenções nas redes sociais, supera em gravidade, todas as más notícias envolvendo o Banco: Segundo a página FuncionalismoBB, pelo menos 64 empregados teriam tirado a própria vida, nos últimos meses”.

Com a propagação das “Fake News”, O Banco do Brasil ingressou com ação contra o empresário de Mato Grosso do Sul e contra o site de notícias jurídicas pedindo a retirada do conteúdo do site e indenização de R$ 100 mil por danos à imagem e honra da instituição. Na ação, movida pelo Banco, o Facebook e o Twitter também respondem como réu, com o pedido de identificação dos administradores das páginas e perfil que alimentaram o conteúdo falso.

Em audiência de conciliação, o empresário firmou acordo com o Banco do Brasil para a retirada do conteúdo do portal de notícias, o que ocorreu em 2021. Já Facebook e Twitter recorreram da ação, alegando que as informações dos administradores só poderiam ser divulgadas mediante à decisão judicial. Com isso, o Banco de Brasil pede à Justiça estadual de Mato Grosso do Sul que quebre o sigilo dos administradores da página e perfil que divulgaram “fake News”.

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Indenização por alimentos estragados ocorre apenas se houver ingestão, decide TJ/MS

Consumidor alegou que comprou produto estragado e pediu R$ 25 mil por danos morais e materiais. Tribunal negou pedido e condenou ao pagamento de custas processuais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de danos morais a um consumidor de Campo Grande que processou a empresa Fugini Alimentos por ter encontrado um “corpo estranho” dentro do molho de tomate da empresa. Além do pedido de indenização negado, o homem ainda foi condenado a pagar aproximadamente R$ 2,5 mil em custas processuais.

O fato ocorreu em 2019 quando o consumidor comprou um molho de tomate dentro da validade em um supermercado em Campo Grande. De acordo com a ação, o homem só percebeu que havia algo estranho com o alimento ao abrir a embalagem para preparar uma receita.

Com forte odor, o consumidor experimento o produto e sentiu um gosto estranho. Foi neste momento que percebeu que havia uma espécie de fungo ou bactéria no molho da marca Fugini.

O homem alegou que retornou ao estabelecimento onde havia comprado o produto e teve o dinheiro do produto devolvido.

O homem então ingressou com uma ação contra a empresa de alimentos, alegando danos morais e materiais, alegando constrangimento e risco a saúde. Na ação, o consumidor pedia uma indenização de R$ 25 mil.

Na primeira instância, o juiz Atílio César de Oliveira Júnior julgou improcedente o pedido por danos morais e materiais, com base no entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Na ação, o consumidor não comprovou que havia ingerido o produto, o que, de acordo com a corte, não caracterizaria indenização.

Dentre as alegações para a decisão, o magistrado utilizou o entendimento do ministro Raul Araújo, da 4ª Turma do STJ, em julgamento realizado em agosto de 2020: “Esta Corte Superior possui o entendimento jurisprudencial de que apenas a ingestão de produto considerado impróprio para o consumo, em virtude da presença de corpo estranho, configura dano moral indenizável”.

Inconformados com a decisão, o consumidor e o advogado recorreram à segunda instância do TJ/MS. Porém, o desembargador João Maria Lós, relator do processo, manteve a decisão do primeiro grau, também com base na jurisprudência do STJ. Com isso, o consumidor foi condenado ao pagamento de 10% inicial da causa.

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Número de candidatas às eleições da OAB cresce com projeto ‘Paridade Já’

Em Mato Grosso do Sul, duas mulheres concorrem ao pleito. Ao todo, 19 pré-candidatas disputam presidência das seccionais  

Dos três pré-candidatos à presidência da OAB/MS para o próximo triênio, duas são mulheres. Giselle Marques e Rachel Magrini se somam a outras 17 pré-candidatas em seccionais da Ordem em todo o país.

O crescimento do número de mulheres concorrendo a cargos eletivos da Ordem é reflexo direto do projeto “Paridade de Gênero” aprovado em 2020, por unanimidade pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB).

O projeto, proposto pela conselheira federal por Goiás, a advogada Valentina Jungmann, prevê que as chapas que disputam as eleições de todo o sistema da OAB, já a partir deste ano, deverão ser compostas por 50% de mulheres.

Além de Mato Grosso do Sul, há mulheres como pré-candidatas à Ordem nas Seccionais de São Paulo, Piauí, Distrito Federal, Bahia, Amapá, Espírito Santo, Tocantins e Goiás, entre outros.

A mudança é vista de forma positiva pelas advogadas, pois, apesar de representarem praticamente metade dos advogados inscritos da OAB, atualmente, no país, não há mulheres presidentes em nenhuma das seccionais da Ordem. Além disso, as mulheres ocupam menos de 30% dos cargos de direção e de decisão do Sistema OAB.

Desde a fundação da OAB, em 1930, apenas dez mulheres chegaram a presidir seccionais. Nestes 90 anos de história, não houve nenhuma mulher presidente do Conselho Federal.

Mato Grosso do Sul foi uma das poucas seccionais da OAB presidida por mulher. Entre os anos de 1990 e 1992, a advogada Elenice Carille presidiu a OAB/MS.

Hoje, 31 anos depois da gestão de Elenice, Rachel e Giselle lançaram pré-candidatura na busca de uma representação feminina frente à Ordem em Mato Grosso do Sul. As advogadas concorrem ao pleito com o também pré-candidato Bito Pereira, apoiado pelo atual presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche.

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Ministério Público defende a aprovação de Projeto de Lei que autoriza a criação do Fundo Municipal para Políticas Penais

MPMS ocupa tribuna do Plenário Oliva Enciso da Câmara de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (3/8), onde ocorreu a primeira sessão ordinária do segundo semestre da Câmara de Vereadores, respeitando os protocolos de biossegurança vigentes, para defender o Projeto de Lei n. 10.068/21, de autoria do Vereador Papy, que autoriza a criação do Fundo Municipal para Políticas Penais.

O convite foi dirigido pelo vereador à Promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin, titular da 50ª Promotoria de Justiça da capital, que fez uso da palavra para enaltecer a importância do referido projeto para a ressocialização de pessoas encarceradas, com novas oportunidades de estudo, de qualificação profissional e de emprego a quem deixa a prisão.

“Caso o Projeto de Lei n. 10.068/21 seja aprovado, será criado o Fundo Municipal para Políticas Penais, que receberá recursos de diversas fontes, inclusive do Fundo Penitenciário Nacional, permitindo que mais projetos voltados ao preparo do encarcerado ao retorno social sejam implementados, para alcançar o maior número de reeducandos possível, do universo de aproximadamente 7 mil pessoas que cumprem pena em Campo Grande e que precisam de oportunidade para que possam voltar à sociedade melhores do que entraram”, salientou Jiskia.

A Promotora de Justiça acrescentou que os benefícios do projeto de lei alcançam a Segurança Pública do Estado, pois, segundo Jiskia Trentin, “preparando quem está cumprindo pena, temos mais chances de devolveremos essas pessoas à sociedade qualificadas para o trabalho e com novas possibilidades de emprego, causando menos risco de o ciclo de violência continuar”, finalizou.

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Em apenas 1 semana, 468 processos foram digitalizados em Campo Grande

A Coordenadoria de Apoio Administrativo e Digitalização, no intuito de tornar 100% digital o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, promoveu, somente na semana passada, a digitalização de 468 processos.
No início da segunda quinzena de julho, o presidente do Tribunal de Justiça, Des. Carlos Eduardo Contar, estipulou como meta da atual administração a conversão de todo o acervo de processos físicos em autos eletrônicos no prazo de 90 dias.
No período de 26 a 30 de julho, foram digitalizados e categorizados um total de 468 processos, sendo 140 já liberados no Sistema de Automação da Justiça (SAJ). Desse montante, 176 pertencem à 6ª Vara Cível de Campo Grande, 42 são de competência da 12ª Vara Cível da Capital, e 250 são habilitações de credores tramitando na Vara de Falência.
Importante destacar que cada processo exige uma leitura de peça por peça, página a página, para fins de categorização no meio digital. Depois, é feita uma conferência por um analista que, somente então, libera as peças no SAJ, dando definitivamente corpo ao processo digital e disponibilizando-o no novo formato, a fim de que o respectivo cartório dê continuidade aos andamentos necessários.
Saiba mais – A digitalização dos processos do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul trouxe uma grande evolução tecnológica, no entanto, mesmo que hoje todas as varas do Estado sejam digitalizadas, ainda há um resquício daqueles processos antigos que tramitavam fisicamente antes da mudança.
Na Capital, os trabalhos para digitalizar o estoque físico de ações tiveram início em 2010, quando foi criado o Núcleo de Digitalização do Fórum de Campo Grande. No ano de 2020, além de digitalizar os cartórios que ainda restavam com acervo físico em Campo Grande, a equipe estendeu as ações para as comarcas do interior do Estado.
É um trabalho cujo resultado garante uma grande melhoria na prestação jurisdicional, porém trata-se de uma tarefa minuciosa, laboriosa e que demanda bastante tempo para ser concluída, devido às condições de muitas ações antigas e de alguns processos bastante volumosos, e, até mesmo, pela especificidade da execução do trabalho.

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Justiça reconhece direito à cobrança de dívida atrasada em compra de fazenda de soja

Negócio ocorreu há uma década e comprador deixou de pagar dívida em 2013 sob a alegação de que o imóvel tinha ônus na matrícula. Para juízo especializado, “ninguém pode exigir o cumprimento de uma obrigação sem antes cumprir com a sua parte”

O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul reconheceu o direito de um produtor rural de executar judicialmente uma dívida oriunda de contrato de venda.

A ação, milionária, é referente à venda de uma fazenda de soja de quase 5 mil hectares em Brasnorte (MT), ocorrida há dez anos, e foi realizada entre dois empresários rurais do município de Maracaju (MS).

A negociação, iniciada em 2011, envolveu a venda da propriedade por quantia equivalente a 71 mil sacas de soja. De acordo com o contrato, o pagamento seria realizado em cinco prestações, com uma entrada mais quatro parcelas anuais, baseadas no valor da saca de soja na região.

Após pagar as duas primeiras parcelas, o comprador, que já estava na posse do imóvel, interrompeu a quitação dos valores, alegando que o proprietário anterior deveria providenciar o levantamento de hipotecas e penhoras que estavam averbadas na matrícula do imóvel.

Com a inadimplência, o vendedor, em 2018, ajuizou ação de execução, mas o comprador embargou o processo, sustentando a nulidade do mesmo, em razão do título não ser exigível, uma vez que o antigo proprietário não teria cumprido com sua parte no contrato, como, por exemplo, desonerar a matrícula do imóvel alienado.

O juiz de primeira instância aceitou os argumentos expostos pelo comprador e extinguiu o processo de execução, fundamentando sua sentença na teoria de que ninguém pode exigir o cumprimento de uma obrigação sem antes cumprir com a sua parte, condição que o vendedor, segundo o magistrado, deveria ter demonstrado logo no ajuizamento da demanda judicial.

Contudo, o vendedor, que foi representado pelo advogado Coraldino Sanches Filho, recorreu ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) e, ao apreciarem o recurso, os desembargadores que participaram do julgamento reformaram a sentença do juiz de primeira instância e julgaram improcedentes os embargos à execução. Com a decisão do Tribunal, a execução da dívida deverá ser corrigida e acrescida de juros desde o inadimplemento de cada prestação, e terá imediato prosseguimento na primeira instância.

A bem-sucedida defesa do antigo proprietário do imóvel defendeu a segurança jurídica do contrato, sob a tese de que “a condição imposta pelo comprador e acatada pelo juiz, correspondente ao levantamento das restrições que recaiam sobre a fazenda, não se tratava de uma obrigação simultânea aos pagamentos, mas sim sucessiva, já que as próprias partes haviam convencionado no contrato que o desembaraço do imóvel seria realizado com os recursos provenientes da sua venda. E essa sucessividade, sob uma perspectiva técnica-jurídica, não legitima a imposição da teoria da exceção do contrato não cumprido ao caso concreto, cuja aplicação se restringe às obrigações simultâneas”, registrou o advogado.

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Projeto prevê perda de habilitação para agressores de mulheres

O Projeto de Lei 2003/21 institui como requisito para a habilitação para conduzir veículo automotor não estar cumprindo pena relacionada a crime praticado com violência contra a mulher.

Em análise na Câmara dos Deputados, o texto também estabelece a inabilitação para dirigir veículo como punição para crime de trânsito praticado com violência ou grave ameaça contra mulher, salvo se comprovada a participação do agressor em programa de educação contra violência.

Autor da proposta, o deputado José Guimarães (PT-CE) destaca que muitas mulheres são vítimas de agressões e preconceito no trânsito. “As agressões são várias, passando por xingamentos e gestos obscenos até a ocorrência de vias de fato, com lesões corporais e mesmo perseguições e ameaças”, disse.

Segundo ele, muitas punições para esses crimes encontram previsão na legislação, como a injúria, a difamação, a ameaça e o dano, tipificados no Código Penal, bem como crimes e infrações administrativas constantes do Código de Trânsito.

A intenção do parlamentar, com o projeto, é “apresentar mais um instrumento para reprimir e prevenir a violência ou grave ameaça cometidas contra mulheres”.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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