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Direito sindical: desafios em tempos de uberização e trabalho remoto

O Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região realizou, em parceria com a Escola Judicial do TRT24, o evento “Direito Sindical”, na última sexta-feira (16). De iniciativa do presidente do tribunal, desembargador André Oliveira, o evento teve como objetivo dar continuidade ao diálogo entre MPT-MS, TRT, OAB-MS e entidades sindicais iniciado em maio, durante o Mês Regional da Conciliação.

O presidente do TRT/MS, desembargador André Oliveira, fez a abertura dos trabalhos. O magistrado expressou a satisfação do tribunal em realizar o evento sobre direito sindical, “um dos mais importantes temas da atualidade relativo à representação de empregados e empregadores no âmbito das relações capital e trabalho”. O desembargador apresentou os temas das palestras, seus expositores e debatedores e ponderou que as explanações “buscam enfocar o tema em toda a sua amplitude e profundidade no sentido de permitir reflexões a respeito do momento que vivemos e das perspectivas do direito sindical”.

A primeira palestrante, juíza do Trabalho Thereza Christina Nahas, professora doutora em Direito do Trabalho e integrante da Academia Brasileira de Direito do Trabalho fez um panorama da situação do trabalho e do sindicalismo por meio da palestra “As perspectivas do sindicalismo no Brasil e no mundo”. O debatedor foi o procurador do MPT-MS, Leontino Ferreira de Lima Junior.

A magistrada apresentou uma linha temporal da evolução da representação legal dos trabalhadores, desde a sociedade pré-industrial, com os grêmios, até chegar à sociedade da digitalização, com uma comunidade de trabalho sem autoridade única, descentralizada e com a perda do âmbito temporal e geográfico que, de regional passa a ser supranacional. 

Thereza Nahas citou alguns trechos da Declaração do Centenário da OIT de 2019, com os fatores que repercutem no mundo do trabalho: a mundialização – pessoas trabalhando além das fronteiras e de modo remoto; a evolução demográfica e a movimentação de trabalhadores, acentuada após a pandemia de Covid-19. “Durante a pandemia, o Judiciário brasileiro foi um dos poucos no mundo que não parou. Temos o PJe, nosso sistema bancário é muito avançado. Tudo isso reflete em como as organizações sindicais deveriam se organizar”, explicou.

A segunda palestra “Direito Sindical Comparado: a organização e ação sindical na Itália”, da professora doutora em Direito da Universidade Mackenzie de Campinas/SP, Francesca Columbu, apresentou o sistema jurídico sindical na Itália desde seus primórdios, em 1882, com a liberdade de associação e de greve. “Na Itália, o movimento sindical surge combatendo uma resistência do estado ao fenômeno da afirmação coletiva de quem trabalha”, observou. O debatedor foi o advogado Alexandre Morais Cantero.

A pesquisadora contou a trajetória do sindicalismo na Itália: o freio imposto a esse desenvolvimento pela chegada ao poder do regime fascista e de Mussolini, a garantia constitucional da organização sindical italiana que, apesar de livre, demandava uma estrutura prévia prevista para essas organizações, até chegar ao modelo de sindicato atual. “O modelo atual, pluralítisco-conflitual, ainda que caótico do ponto de vista jurídico, é melhor que o um sistema de segurança jurídica autoritário, como foi no passado”, pontuou.

Outra característica do sindicalismo italiano é a ausência de normas jurídicas (anomia). Então, na Itália, o direito sindical utiliza-se do Estatuto dos Trabalhadores, da interpretação e das mudanças sociais e decisões da corte. Francesca Columbu ainda apresentou os tipos de instrumentos normativos dos sindicatos, falou sobre representatividade e competição entre sindicatos da mesma categoria. As condutas de repressão e o custeio do sistema sindical italiano também foram pontuados.

No período vespertino, o doutor em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP/SP, professor Ricardo Antunes, trouxe para debate o questionamento “Há futuro para os sindicatos na era do trabalho digital?”. O professor fez um resgate das mudanças profundas sofridas pelo sindicalismo com a mudança da indústria do século XIX para o XX, com a explosão do Taylorismo e Fordismo, que transformou o padrão de produção da indústria.

Para o pesquisador, o ano de 1973 marca uma crise estrutural muito profunda no capitalismo e a partir daí, todo o processo de produção passa a ter como base a indústria toyotista. “Na virada do século XX para XXI, nós adentramos na era do mundo do capitalismo informacional digital. É importante lembrar que esse capitalismo trouxe um desemprego estrutural de grande amplitude e em escala global. Sem compreendermos o desemprego estrutural global, não entendemos o trabalho em plataformas e uberizado: que foi conduzido por um ideário neoliberal, uma hegemonia financeira onde o trabalho é entendido como custo. E esse intenso avanço técnico informacional digital, que começa com a Toyota no Japão, se estende para o ocidente na década de 1970.”

Desde então, grandes empresas começam a se desenvolver, como Amazon, Facebook, Airbnb, e o trabalho digital não pára de se expandir. Contudo, como ressalta o professor, “nenhum smartphone poderia existir sem a interação com as atividades humanas, inclusive aquelas que nos remetem as formas mais rudimentares de trabalho, com a extração mineral”.

O pesquisador contou, também, sobre as longas jornadas dos trabalhadores digitais e da ‘economia dos bicos’ dos trabalhadores informais, “todos metaforseados em prestadores de serviços e autônomos”, mas que são, na verdade, uberizados, trabalhadores desprovidos de direito. “As consequências para o plano sindical são imensas. Esse capitalismo não aceita a convivência com o sindicato”, afirmou.

A última palestra da tarde foi a do advogado Carlos Eduardo Dantas Costa, mestre em Direito do Trabalho pela PUC/SP e professor da FGV/USP, que falou das “Perspectivas de futuro para o Direito Sindical” e do papel das entidades frente aos desafios atuais da estrutura sindical brasileira, novas funções e formas de atuação. A debatedora foi a juíza Beatriz Capucho.

O professor parte do pressuposto do sindicato com serviço ( SaaS – Sindicato as service) e de uma necessidade de repensar o direito sindical , que não evoluiu, segundo ele. Para Carlos Costa é urgente que se repense as formas de custeio e as próprias pautas das unidades sindicais.

“O número de empregados com CLT tem diminuído e há um cenário de queda de todos os indicadores sindicais. Além disso, as gerações atuais não têm interesse em trabalhar como empregado(…). A gente não tem só o direito do trabalho e do empregado – temos de olhar como um ecossistema trabalhista. O direito sindical engatinha nisso – nesses trabalhadores que não serão empregados”, ressaltou.

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Auditor-Fiscal lança inspirado em operações contra o crime organizado

Em 2022, ano que pode ficar conhecido como o que mais se apreendeu drogas no Porto de Santos, com mais de 13 toneladas de cocaína apreendida no local, o autor e Auditor-Fiscal da Receita Federal, Fernando Leal, lança sua obra com um enredo inédito em uma perspectiva jamais conhecida pelos fãs de suspense e investigação policial

O Brasil atualmente é o maior entreposto global da cocaína e o segundo maior consumidor da droga, atrás apenas dos EUA.

Somente no mês de agosto deste ano, a Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil apreenderam aproximadamente 4 toneladas de cocaína no Porto de Santos, na capital paulista, um dos maiores portos da América da Latina. Segundo as autoridades responsáveis, o ano de 2022 já demonstra índices recordes de apreensão dos últimos anos, já que somente em 8 meses do ano já foram apreendidos quase 14 toneladas apenas de cocaína.

A maior parte dessa droga estava escondida em contêineres que seguiriam para a Europa, África e outros países. De acordo com o relatório da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), de 2015 a 2021, 70% da cocaína apreendida na África e 46% dos carregamentos apreendidos na Ásia saíram do continente americano por meio do Brasil. Em 2020 e 2021, o país chegou a responder por 72% da cocaína encontrada pelas autoridades asiáticas.

As rotas pelos rios e estradas da Amazônia, dentre as quais se destaca aquela denominada de rota do Solimões, são responsáveis por parte considerável do tráfico proveniente das regiões produtoras, sobretudo Peru, Bolívia e Colômbia.

Dados que motivaram o autor e Auditor-Fiscal da Receita Federal, Fernando Inti Leal a retratar em uma história baseada em fatos reais, como uma grande operação de combate à lavagem de dinheiro no Brasil começou com uma investigação de um grupo de traficantes freelancers.

A obra traz um enredo ficcional dinâmico, que aborda diversos meandros da criminalidade moderna, em um mundo globalizado e cada vez mais digital. Baseado em fatos e locais reais, de operações conjuntas da RFB e do DPF, tem como foco o crime organizado internacional e suas principais atividades associadas, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e evasão de divisas.

Neste suspense policial essa temática contemporânea é vista sob uma ótica aguçada e realista, relacionada aos diversos partícipes da cadeia global do tráfico, desde os camponeses que cultivam a folha de coca, passando por transportadores, autoridades policiais e fazendárias, doleiros e financiadores. Abordam-se, também, as inúmeras atividades ilegais financiadas pelo crime organizado na região da Amazônia, envolvendo desde a grilagem de terras e o desmatamento até o garimpo e a pesca ilegal.

Fernando Leal é doutorando em análise energética, engenheiro mecânico e professor mestre em engenharia de produção, ambos pela Universidade de São Paulo (USP) e Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil há mais de uma década, tendo atuado em inúmeros processos fiscais, operações de investigação e de repressão a fraudes estruturadas e outros ilícitos tributários e aduaneiros. Atuou ainda como gestor na iniciativa privada e no setor público e como mentor para candidatos a concursos públicos nas áreas fiscal, agências regulatórias e de inteligência.

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Correios: CPF/CNPJ do remetente deverá ser inserido a partir de 1º de setembro

A partir de 1º de setembro deste ano, os dados de CPF, CNPJ ou passaporte (no caso de estrangeiros) do remetente serão obrigatórios nos pacotes de encomendas nacionais. Caso essa informação não seja repassada, haverá a recusa da postagem no ato do atendimento.

A iniciativa pretende dar maior segurança ao processo, possibilitando o rastreamento das encomendas pelo CPF e permitindo a utilização de outras funcionalidades de interatividade na entrega. A exigência valerá para todas as postagens, à vista ou a faturar.

Nas postagens de encomendas destinadas aos Lockers dos Correios e Clique e Retire, além das informações do remetente, serão necessárias as seguintes informações do destinatário:  CPF, CNPJ ou passaporte (no caso de estrangeiros) e do telefone celular ou e-mail.

Uma das formas de trazer mais agilidade ao processo é realizar a antecipação desses dados pelos sistemas de pré-postagem.

Vale lembrar que a obrigatoriedade de cumprimento da legislação tributária vigente é de responsabilidade do remetente. No caso de envios internacionais, as informações de CPF/CNPJ já são exigidas  conforme regulação aduaneira.

A medida está em conformidade com o Protocolo ICMS 32/2001 – CONFAZ que exige, nas postagens de encomendas, a Nota Fiscal (NF) ou Declaração de Conteúdo (DC).

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CNJ designa desembargador do TJMS para o Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Ministro Luiz Fux, designou, por meio da Portaria n. 167, o desembargador Alexandre Bastos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, como representante de todos os Tribunais de Justiça Estaduais no Comitê de Comunicação Social do Poder Judiciário. O Comitê tem como um de seus principais objetivos atuar de forma colaborativa para buscar novas estratégias e formas que qualifiquem a comunicação dos órgãos da Justiça com a sociedade.

Na manhã desta quarta-feira, dia 15 de junho, o Des. Alexandre Bastos participou de sua primeira reunião como membro do comitê. “Uma das preocupações já manifestadas nessa primeira reunião foi o formato de acesso, quais as portas virtuais que os tribunais oferecem aos cidadãos. Existe a preocupação de se estabelecer uma unidade nacional de comunicação e, assim, garantir o amplo acesso ao Judiciário por todos os cidadãos”, comentou o desembargador.

Diversos serviços prestados pelo Judiciário são similares em todo o país, como pesquisa para acompanhamento processual e acesso ao Diário da Justiça e dados de transparência, por exemplo. No entanto, em cada portal dos tribunais espalhados pelo país, o interessado encontra as informações em lugares diferentes e, até mesmo, com nomenclaturas diversas. Foi pensando em promover uma padronização mínima para a apresentação de informações institucionais na internet que o CNJ criou referido Comitê em dezembro de 2019.

“É um cuidado especial que o CNJ está tendo sobre a forma como o Poder Judiciário se comunica com a população, sempre tendo como objetivo a melhoria na prestação dos serviços da Justiça”, salientou o Des. Alexandre Bastos.

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Julgamento de assassinato de jornalista Valério Luiz é adiado pela quarta vez

Abraji

O presidente do Tribunal do Júri responsável por julgar o assassinato do comentarista Valério Luiz de Oliveira, morto em jul.2012 com quatro disparos à frente da rádio em que trabalhava em Goiânia, dissolveu nesta terça (14.jun.2022) o conselho de sentença. O motivo foi a quebra do isolamento de um dos jurados que, segundo a lei brasileira, deveria ficar incomunicável no correr de todas as sessões. O novo julgamento foi marcado para 05.dez.2022.

Com isso, a execução do jornalista completará em 05.jul.2022 dez anos sem julgamento. Oliveira, segundo a tese da acusação, foi assassinado por retaliação às críticas que fazia à diretoria do Atlético Goianiense, rebaixado em penúltimo lugar do Brasileirão no ano do homicídio.

O Ministério Público informou que o adiamento de seis meses, desta vez, se deve ao fato de os tribunais nos estados se juntarem ao trabalho da Justiça Eleitoral. “Os júris que estão sendo marcados hoje estão ficando todos para dezembro. Inclusive, é um júri que demanda muitos dias, o que requer um esforço maior”, afirmou o promotor Sebastião Marcos Martins, que atua no caso.

O jurado rompeu o isolamento depois de sofrer uma infecção alimentar na madrugada de terça-feira, após consumir lasanha e estrogonofe, sendo intolerante à lactose. Na madrugada desta terça, em vez de chamar o oficial de justiça encarregado pela segurança do conselho de sentença, ele telefonou à recepção do hotel onde estava hospedado o júri e pediu um carro para casa.

A situação foi informada pelo jurado, que ainda passava mal, ao juiz Lourival Machado da Costa durante o início dos trabalhos na manhã desta terça. Ele afirmou que falara com ninguém no percurso até sua casa, mas não havia como comprovar. O médico do TJ-GO avaliou também que não haveria como o jurado acompanhar a sessão em razão de seu estado de saúde.

Nessas condições, Machado da Costa anunciou o cancelamento do julgamento iniciado na segunda. “Foi uma fatalidade”, disse o magistrado. Em dez.2022, serão sorteados novos sete jurados, e todas as 30 testemunhas serão ouvidas novamente.

Ao conselho de sentença dissolvido foram apresentados, na segunda, quatro relatos. A pedido da acusação testemunharam: o delegado da Polícia Civil Hellyton Carlos Miranda de Carvalho, que presidiu o inquérito que ofereceu denúncia em fev.2012; o radialista Alípio Nogueira, que trabalhava com Oliveira na Rádio 820 AM; o jornalista André Isaac, que acompanhou bastidores da animosidade entre Oliveira e o Dragão; e Daniel Almeida Santana Reis, que era diretor da PUC TV de Goiás, onde o jornalista assassinado também trabalhava.

Foi o Ministério Público a primeira parte a solicitar o adiamento do tribunal do júri. O promotor Sebastião Martins declarou à imprensa que a possibilidade do julgamento prosseguir criaria para a defesa argumentos para pedir aos tribunais superiores o cancelamento da sentença por desrespeito a regras procedimentais.

Assistente de acusação e filho do jornalista assassinado, o advogado Valério Luiz Filho pediu que sejam investigadas as circunstâncias nas quais o jurado deixou o hotel e os possíveis contatos que ele teve. Fez também um apelo à Justiça: “na próxima data, peço a consideração do juiz para que sejam alocados policiais militares para dar suporte à segurança dos jurados e garantir a integridade do julgamento”.


Valério Luiz Filho em mesa sobre crimes contra jornalistas no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo promovido pela Abraji. Foto: Arquivo pessoal

O crime

Valério Luiz de Oliveira foi executado com seis disparos efetuados por um motociclista após sair da Rádio 820 AM, onde era comentarista de um programa esportivo.

O Ministério Público denunciou o ex-presidente do Atlético Goianiense Maurício Sampaio como mandante. O cartola chegou a ficar detido por 94 dias, entre prisões temporária e preventiva. Na ocasião do crime, Sampaio tinha renunciado à vice-presidência do clube, depois do mau desempenho da equipe em campo e de pendências financeiras que levaram a diretoria do Dragão a uma crise.

Ante a saída do dirigente do Atlético, Oliveira comentou: “em filme de aventura, quando o barco está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”. O radialista também afirmou em outras ocasiões que Sampaio pagava pessoas para pichar no estádio do Dragão ameaças a atletas que não estivessem bem em campo.

Por causa das duras críticas que fazia, o jornalista chegou a ser considerado “persona non grata” pelo clube em carta assinada por Sampaio. Os profissionais da PUC TV de Goiás também foram proibidos de entrar nas dependências do Dragão.

Chamado por Sampaio, em depoimento à Polícia Civil, de “segurança voluntário” durante os jogos do Atlético, o policial militar Ademá Figueiredo Aguiar Filho foi quem atirou contra Oliveira, segundo a denúncia da Promotoria.

Outros três réus são acusados de colaborar com o planejamento do assassinato do radialista: o sargento da PM Djalma Gomes da Silva, também segurança de Sampaio; Urbano Carvalho Malta, funcionário de Sampaio; e o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier, que confessou na época das investigações o crime à Polícia Civil.

O início do julgamento veio após três adiamentos. Um, em razão da pandemia, e outros dois devido a manobras protelatórias da defesa de Sampaio.

Em março passado, sete organizações ligadas à defesa da liberdade de expressão e de imprensa, incluindo a Abraji, divulgaram uma nota conjunta para pedir justiça pelo assassinato do radialista. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) citou o caso para pedir providências do Estado brasileiro ante a impunidade em crimes contra jornalistas.

Argumentos da defesa

O representante de Sampaio, o advogado Luiz Carlos da Silva Neto, nega qualquer ligação do empresário com o crime e afirma que uma suposta precariedade da investigação levou a polícia a fazer conexões falsas. Contratado por Silva, Malta e Aguiar Filho, o advogado Thales Jayme declarou que “o caso é relativamente bom para a defesa”. Já o defensor de Xavier, o advogado Rubens Alvarenga Dias, afirmou que não vai comentar a ação em andamento.

À Abraji, Silva Neto informou que a postura do juiz, de suspender o julgamento, o surpreendeu positivamente, mas que não deixará de lado os pedidos de suspeição do presidente do júri que vem fazendo. “É um pedido do meu cliente”.

Desde que assumiram a defesa do empresário em abril, após o advogado anterior renunciar a quatro dias do início do tribunal do júri, os atuais representantes de Sampaio têm juntado ao processo diversos recursos de suspeição do juiz. Alegam que Machado da Costa nutre inimizades com o réu desde os anos 1990.

Foto de capa: Cena do crime contra Valério Luiz de Oliveira. Reprodução/Ponte Jornalismo

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Regras trabalhistas criadas com o Estado Emergencial seguem valendo, afirma advogada especialista

Empregadores devem aguardar atos normativos do governo para alterarem os contratos de trabalho; Empregados devem se atentar às mudanças

O fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), assinado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no dia 22 de abril, por meio da Portaria nº 913/2022, não altera de imediato as regras trabalhistas criadas a partir de fevereiro de 2020.  Apesar do decreto entrar em vigor no próximo dia 22 de maio, a transição deve ser mais lenta e necessita também de atos normativos para adaptar, implementar ou revogar as diretrizes criadas em período pandêmico para a área trabalhista, segundo a advogada Renata Ribeiro, da Pedro Bottallo Advogados. “Existem vários fatores que farão essa transição mais lenta, mas independentemente disso, antes de qualquer atitude do empregador ou empregado, o Governo Federal precisa comunicar as mudanças por meio de atos normativos para que as diretrizes elaboradas no período pandêmico sejam readequadas”, explica ela.

A especialista em direito do trabalho reconhece que as discussões já começam a surgir com o fim do Estado Emergencial, mas que é preciso cautela diante de vários fatores. “Empregadores e empregados devem aguardar as novas diretrizes antes de alterar quaisquer normas vigentes nos atuais contratos de trabalho. Além disso, o próprio cenário da saúde ainda é incerto. Apesar do debate, empresas devem considerar a necessidade de um período de readaptação enquanto o próprio governo não formaliza essas mudanças”, reforça Renata.

Apesar da discussão na transição das regras trabalhistas, a advogada lembra que é preciso que os empregados observem desde já o que pode mudar nas próximas semanas ou meses. 

Entenda as principais mudanças que envolvem a legislação trabalhista no período pandêmico

Gestante

Com o fim do estado de emergência, todas as gestantes, inclusive as que não foram completamente vacinadas, deverão retornar imediatamente ao trabalho. Neste caso, não será exigida nenhuma assinatura de termo de responsabilidade.

Teletrabalho ou trabalho presencial

As empresas podem determinar o retorno do trabalho presencial, com um prazo mínimo de 15 dias a partir do dia do comunicado. Ao contrário, se houver a alteração definitiva do trabalho presencial para home office, o empregado deverá dar sua anuência, além da necessidade de formalização por meio de contrato formal.

Férias

O prazo mínimo de comunicação da antecipação de férias volta para o mínimo de 30 dias e não mais 48 horas, conforme no período de Estado de Emergência.

Protocolos sanitários

Com decreto do fim do estado emergencial, as empresas podem manter os protocolos sanitários, incluindo a exigência da carteira de vacinação contra a covid-19, bem como a manutenção de medidas de distanciamento, utilização de máscaras e álcool em gel no ambiente laboral, tendo por referência o aumento de casos de contaminação, quando o nível de alerta for “alto” ou “muito alto”, ou seja, a partir de 151 casos a cada 100 mil habitantes. Isto se deve ao poder diretivo da empresa por se tratar de medida relacionada à saúde e segurança do trabalhador, a depender de cada empresa e do ambiente de trabalho.

Afastamento por sintomas de gripe

Com a revogação do estado de emergência pública, as empresas não serão mais obrigadas a afastar os funcionários com sintomas gripais ou de resfriado até o resultado do teste de Covid-19 confirmar ou não a doença, salvo se o médico do trabalho ou hospitalar entender necessário o afastamento.

Como ficam os trabalhadores da saúde?

A MP possibilitou aos estabelecimentos de saúde que durante o período emergencial, mediante acordo individual por escrito, a jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, para as atividades insalubres. Com o término do estado emergencial, tal medida não pode ser mais implementada por acordo individual, somente por acordo coletivo.

A empresa pode prorrogar o depósito do FGTS?

A MP 1.109/2022 autorizou o empregador a suspender, sem multas ou encargos, o recolhimento do FGTS de até 04 competências, desde que os estabelecimentos estejam situados em municípios alcançados por estado de calamidade reconhecido pelo Poder Executivo Federal.

No entanto, como a MP citada está atrelada ao estado emergencial vivenciado no País, subentende-se que com a decretação do fim do estado de emergência, a suspensão do recolhimento do FGTS não pode ser mais mantida pelo empregador, respeitando-se o prazo estabelecido na Portaria n. 913/2022 do Ministério da Saúde e respeitado a vigência da MP citada.

Continua valendo a suspensão do contrato e a redução de jornada?

As MPs 936/2020, 1.045/2021 e 1.109/2022 tratam sobre a proteção ao emprego e enfrentamento de calamidades, em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, restituiu a adoção de redução da jornada e suspensão do contrato de trabalho, medidas já autorizadas em 2020. No caso da MP 1.109/2022, dispõe que as medidas podem ser adotadas até 90 dias, com prazo prorrogável enquanto perdurar o estado de calamidade pública, em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.

Do mesmo modo, tanto a suspensão do contrato de trabalho, como a redução de jornada deverão deixar de valer, sendo restabelecida a legislação trabalhista em vigor anteriormente à pandemia.

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Simples Nacional: até final de maio empresários podem pedir reescalonamento de débitos de ICMS

Os empresários optantes pelo regime Simples Nacional ganharam fôlego para reorganizar as dívidas tributárias em Mato Grosso do Sul. Isso porque o Governo do Estado publicou no Diário Oficial do último dia 04 a prorrogação para adesão ao Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp).

De acordo com o documento, o novo prazo para requerer o parcelamento dos débitos referentes ao Simples Nacional vai até o dia 31 de maio de 2022. A medida oferece parcelamento com reduções nos valores de juros e multas, para os débitos referentes ao ICMS apurados até fevereiro de 2022. O deferimento do pedido de adesão fica condicionado ao pagamento da primeira parcela.

Conforme o documento, podem aderir ao Relp as microempresas, incluídos os microempreendedores individuais e as empresas de pequeno porte, inclusive as que se encontrarem em recuperação judicial, desde que optantes pelo Simples Nacional. O contribuinte terá descontos sobre juros, multas e encargos proporcionalmente à queda de faturamento no período de março a dezembro de 2020 em comparação com o período de março a dezembro de 2019.

Modalidades

São seis modalidades de adesão ao RELP, tanto para débitos apurados no Simples Nacional.

O contribuinte que aderir ao RELP adotará uma das modalidades de pagamento, conforme apresente inatividade ou redução de receita bruta, no período de março a dezembro de 2020 em comparação com o período de março a dezembro de 2019.

O pagamento da entrada será calculado com base no valor da dívida consolidada, sem reduções, em até oito prestações mensais e sucessivas, vencíveis do último dia útil do mês de abril de 2022 até o último dia útil do mês de novembro de 2022.

No cálculo do saldo remanescente, após o pagamento da entrada, será considerada a redução dos juros de mora e das multas de mora, de ofício ou isoladas, de acordo com a modalidade adotada.

Para mais detalhes, os interessados devem se dirigir às Agências Fazendárias (Agenfas) ou Unidade de Cobrança e Controle de Créditos Tributários (UCOBC); ou a Procuradoria de Controle de Dívida Ativa da Procuradoria-Geral do Estado, nas hipóteses em que o crédito tributário estiver inscrito em Dívida Ativa.

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MPT critica reforma trabalhista e alerta sobre trabalho escravo em audiência no Senado

Procurador do Trabalho do MPT/24 Paulo Douglas Almeida de Moraes afirmou que a reforma trabalhista, que prometia a criação de empregos e a abertura de oportunidades, entregou, algo o contrário

Em audiência pública realizada no Senado Federal na última segunda-feira (2), o Ministério Público do Trabalho (MPT) alertou sobre os prejuízos decorrentes da reforma trabalhista, sancionada em 2017, e sobre o alto número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão. A sessão especial em alusão ao Dia do Trabalhador (1º/5) foi solicitada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e ocorreu no Plenário da Casa.

Em sua fala, o procurador do Trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes afirmou que a reforma trabalhista, que prometia a criação de empregos e a abertura de oportunidades, entregou, algo o contrário. “Nós temos o desalento absoluto, nós temos a inflexão econômica, que não só vitima o trabalhador brasileiro enquanto ser humano, mas vitima o país enquanto economia”, afirmou.

O representante do MPT também criticou o fato de discutir o trabalho análogo à escravidão mesmo após 134 anos da abolição da escravatura. O procurador trouxe dados recentes que apontam que houve 1.937 resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2021, que é o maior número desde 2013. “Na verdade, essas pessoas são escravos contemporâneos. Como temos essas mazelas, é importante que tenhamos ações protetivas, e não “desprotetivas”, como foi a reforma trabalhista”, disse.

A concentração da riqueza e a situação de devastação de políticas públicas no mundo de trabalho colaboram para um quadro preocupante que atinge especialmente as mulheres, principalmente as mulheres negras, afirmou a pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Magda Biavaschi. “Vivemos um Brasil de raízes resilientes, patriarcais, escravocratas. Estamos vivendo um regresso do capitalismo primitivo. (…) As desigualdades, quando não superadas, sequestram a democracia”, explicou.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas de Material Elétrico de Santa Rita do Sapucaí (MG), Maria Rosângela Lopes afirmou que o Dia do Trabalhador deve ser sobretudo um dia de reflexão. “Sabemos que a reforma trabalhista não deu certo na sua integralidade. Pelo contrário, gerou insegurança. (…) É preciso ações em três eixos: prevenção, assistência às vítimas e repressão. Os movimentos sociais, negros e dos trabalhadores resistem, e resistiremos”, apontou.

A coordenadora do Instituto de Pesquisa e Assessoria em Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnias (Akanni) e suplente do senador Paim, Reginete Souza Bispo, enfatizou que não se conhece a real dimensão da exploração a que tantas pessoas são submetidas no país. “A abolição da escravatura são dois parágrafos [em lei], sem nenhuma política de proteção a essa população. Deixou desprotegidos homens, mulheres e crianças, e isso segue até hoje. Como uma pessoa como a dona Madalena passou por tudo isso em pleno século 21? Essa situação não é análoga à de escravidão; é a escravidão. (…) Precisamos alterar essas estatísticas, em que 47% dos trabalhadores negros vivem sem proteção, na informalidade”, destacou.

O debate contou ainda com a participação do procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima e diversos outros representantes de instituições e entidades ligadas à área.

Com informações da Agência Senado

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“Minha história é incomum. Olho para trás e não acredito”, diz mãe de três


Irmãos têm grande diferença de idade e todos nasceram prematuros. Noemi conta que ligação entre filhos é grande, tanto que um deles tem em comum até o local de trabalho   


O cuidado, incondicional, o colo, que conforta e sempre cabe mais um, o amor, que transcende. A habilidade de ser várias, e em vários lugares (quase que ao mesmo tempo, se duvidar), a capacidade de amar cada um, igualmente, e, claro, a sabedoria e um sexto sentido que nunca falham.  

Com tantos poderes listados, até parece que estamos diante de um universo cheio de super-heróis. E estamos. Afinal, essas são capacidades que só a mãe consegue ter. O Dia das Mães, que está a caminho, chega apenas para reforçar esta ideia.  

Noemi Neri de Oliveira Zilio, secretária executiva na Unimed Campo Grande há três anos, é uma delas, que, inclusive, consegue multiplicar e dividir esses poderes por três. Mãe de Lucas, 30 anos, Pedro, 20 anos, e Marina, 6 anos, ela conta que o ofício da maternidade em sua vida é muito especial, ainda mais com a história incomum que tem.  

“É algo muito especial ser mãe, ainda mais no meu caso que tenho uma história um tanto incomum. Fui mãe muito cedo, com apenas 19 anos, e depois aos 29, encerrando aos 42 anos com a Marina. Sinto que sou privilegiada por ter tido a oportunidade de viver todos esses momentos e ver que consegui vencer todas as batalhas. Só tenho GRATIDÃO”. 

Não só incomum, como Noemi denomina, foi sua história, seu trajeto também foi, com certeza, de muita garra, fé e perseverança. Isso porque os três filhos nasceram prematuros e dois deles precisaram de cuidados intensivos.  

“Lucas e Pedro vieram de oito meses. Com Lucas foi tranquilo, mas o Pedro teve intercorrências e ficou 15 dias na UTI, Fez ainda seis cirurgias (até os 2 anos) e quando eu achei que não poderia viver algo mais difícil que isso, vem a Marina, nascendo de 27 semanas (6 meses), pesando pouco mais de 1kg (chegou a ter 900 gramas) e precisando ter que ficar 70 dias na UTI, com várias intercorrências e duas transfusões de sangue”, recorda. 

“Quando penso no que já passamos, às vezes nem acredito que conseguimos, mas sei que foi tudo pela fé em Deus e pelo apoio de profissionais e família”, completa. 

Já sobre a habilidade daquelas que conseguem fazer tantas coisas em apenas 24 horas, Noemi, mesmo diante de um cotidiano corrido, sendo mãe, esposa, profissional e dona de casa, relata que tem prazer e sente-se realizada com todas as suas funções.  

Além de todos os atributos que uma mãe carrega, podemos ainda adicionar o poder em saber identificar seus filhos. Questionada sobre qual a característica mais marcante de sua prole, Noemi é certeira e tem a resposta na ponta da língua, mas, o mais impressionante, é que apesar deles serem diferentes, todos os três, segundo a mãe, carregam em si a determinação.  

 “O Lucas é determinado, corajoso e carinhoso. Já o Pedro tem como marcante em si sua determinação. Minha caçula, a Marina, é forte, determinada e carinhosa”, pontua. “Cada um deles tem uma história, mas o mais marcante é o laço que vai se construindo no dia a dia entre nós”, completa.  

Ainda sobre as diferenças e semelhanças dos filhos, a mãe descreve, fielmente, como eles são. “Tenho três filhos com uma boa diferença de idade e cada um está vivendo uma fase”.  

“O Lucas foi morar em Natal, na Unimed de lá, antes era da Unimed CG, onde ficou por 10 anos. Aliás, temos até isso em comum, ele lá e eu aqui, cada um na Unimed de sua respectiva cidade. A decisão dele ir embora foi muito difícil no início, mas hoje estou tranquila sabendo que ele está feliz. O Pedro, filho do meio, está na fase do primeiro emprego, se descobrindo como adulto. Estamos em um período de calmaria e grande identificação. E, por sua vez, Marina também está em uma fase de descobertas, sendo alfabetizada, aprendendo a andar de bicicleta sem rodinhas. Temos uma conexão muito forte. A tenho como um exemplo de grande guerreira”.  

O olhar para trás, para Noemi, é semelhante a assistir um filme, o filme de sua própria vida. Um enredo digno de sentimentos, muitos deles, e o que se sobressai, com certeza, é o orgulho. “É uma sensação indescritível, uma mistura de sentimentos, mas o maior deles é que valeu a pena, pois formei homens do bem, de caráter e que estão trilhando também esse caminho para a minha pequena. Que ela se torne uma mulher independente e feliz”, finaliza. 

Às mães, Noemi ainda deixa um recado: “que elas não percam jamais a FÉ e sigam o seu coração, pois coração de mãe é enorme e não se engana jamais. Gosto muito dessa frase: Quer ter filhos? Tenha! É a coisa mais incrível que eu já vivi. Não quer ter filhos? Não tenha! É a coisa mais difícil que eu já vivi”. 

“Minha história é incomum. Olho para trás e não acredito”, diz mãe de três Read More »

Vara do Trabalho de Campo Grande recebe correição em junho

A 4ª Vara do Trabalho de Campo Grande receberá correição periódica ordinária no dia 1º de junho (Edital n.16/2022). 

O Desembargador Presidente e Corregedor estará à disposição dos interessados, especialmente, partes, advogados, sindicatos, representantes do Ministério Público do Trabalho, Ordem dos Advogados do Brasil e do público em geral. 

Para participar da correição o interessado poderá enviar solicitação, por e-mail, em até 24 horas antes da data da correição, informando um endereço de e-mail válido e número do celular com WhatsApp ao Gabinete da Corregedoria Regional, pelo e-mail: corregedoria@trt24.jus.br.

A equipe de correição está à disposição para esclarecer dúvidas pelos telefones (67) 3316-1787 / (67) 3316-1788, ou por e-mail: corregedoria@trt24.jus.br.

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