27 de maio de 2026

TCE-MS vai promover seminário com assinatura de pacto pela sustentabilidade e resiliência climática

Com foco no fortalecimento das políticas públicas sustentáveis e na construção de uma gestão pública mais preparada para os desafios ambientais, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul promove, no dia 29 de maio, a partir das 8h, o 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”. O evento, realizado pela Diretoria Extraordinária de Gestão Sustentável do TCE-MS, reunirá prefeitos dos 79 municípios sul-mato-grossenses, presidentes de Câmaras Municipais, autoridades, e especialistas para debater desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e os desafios da gestão pública.

Durante o seminário, será assinado o “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”, iniciativa que reúne TCE-MS, Governo do Estado, Ministério Público de Mato Grosso do Sul, AGEMS, Assomasul e UCVMS em torno de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à adaptação climática nos municípios sul-mato-grossenses.

A programação também contará com palestras sobre o papel dos municípios no desenvolvimento nacional sustentável e a implementação de compras públicas sustentáveis na gestão municipal.

Além dos debates técnicos, o seminário trará uma experiência imersiva inédita para provocar reflexão sobre o futuro do planeta. O público poderá participar da “Travessia dos Elementos: um caminho para o futuro sustentável”, um túnel sensorial inspirado nos quatro elementos da natureza: terra, água, vento e fogo.

Ao longo do percurso, sons, iluminação e estímulos sensoriais irão representar os desequilíbrios ambientais enfrentados pelo planeta e os impactos das mudanças climáticas. A travessia termina em um ambiente que simboliza o “mundo ideal”: um espaço iluminado, cercado por muito verde e sons da natureza, transmitindo uma mensagem de equilíbrio, sustentabilidade e qualidade de vida.

A experiência também marcará simbolicamente a abertura da Semana do Meio Ambiente, celebrada em junho, reforçando o compromisso institucional do TCE-MS com a promoção da sustentabilidade dentro e fora da administração pública.

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Kemp rebate Luciano Huck com dados de IDH e destaca papel dos programas sociais na redução da desigualdade

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para rebater as recentes declarações do apresentador Luciano Huck, que viralizaram nas redes sociais, sobre uma suposta dependência gerada pelo Programa Bolsa Família. O parlamentar criticou a ausência de base de dados na fala do apresentador e apresentou os novos indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para contextualizar o impacto real das políticas de transferência de renda no Brasil.

Durante o pronunciamento, Kemp detalhou o histórico das ações sociais implementadas no país desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que as iniciativas foram responsáveis por democratizar o acesso dos filhos de trabalhadores ao ensino superior.

“Nos últimos 10 anos, 70% dos adolescentes cujas famílias faziam parte do programa deixaram de participar porque a renda familiar melhorou. Além disso, o Brasil atingiu o melhor Índice de Desenvolvimento Humano da história”, explicou Kemp, fundamentado em relatórios oficiais.

O deputado reforçou o caráter condicional do benefício, desmistificando a ideia de assistencialismo passivo. “O Bolsa Família exige que as crianças estejam matriculadas e tenham frequência escolar mínima de 75%. Caso contrário, a família é desligada. Se a criança não for à escola, o auxílio é cortado. A carteira de vacinação também precisa estar em dia”, pontuou.

Avanço Histórico nos Indicadores

Os dados apresentados pelo parlamentar apontam que o Brasil alcançou o índice de 0,805 em uma escala que varia de 0 a 1, segundo o último relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Organização das Nações Unidas (ONU). O principal motor desse crescimento foi a área da educação, que saltou de 0,679 para 0,798 no período analisado desde 2012.

Para Kemp, a conquista reflete um planejamento de longo prazo focado no combate à desigualdade estrutural do país.“Somos uma das dez maiores economias do mundo, mas nosso povo ainda enfrenta extrema concentração de renda. Esse resultado não é coincidência. É o reflexo de escolhas políticas coordenadas com impacto direto na educação, na saúde e na longevidade da população”.

O parlamentar encerrou o discurso destacando a proteção à infância viabilizada pelo programa:“O programa retira crianças do mercado de trabalho infantil e garante o direito ao estudo. Outro dado importante é o impacto positivo na nutrição de crianças de zero a seis anos, com redução expressiva nos casos de magreza acentuada”.

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