Sala Justiça

Sindicalista alerta: Ribas precisa evitar problemas sociais com implantação da Suzano

O alerta é para evitar o nascimento dos “filhos do Gasoduto” como aconteceu na implantação dessa obra no MS

Apesar dos incontáveis benefícios econômicos para Mato Grosso do Sul e em especial para o município de Ribas do Rio Pardo, com a implantação da indústria de celulose Suzano, que está investindo mais de R$ 13 bilhões na sua implantação existem também aspectos que podem ser altamente negativos e muito prejudiciais às famílias, como a presença de milhares de trabalhadores (a maioria solteiros ou sozinhos, sem a presença familiares), vivendo na cidade.

O alerta é do sindicalista José Lucas da Silva, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso – Feintramag – MS/MT. “Se Estado, município e a Suzano não sentarem para estabelecer estratégias para evitar o relacionamento amoroso desses profissionais com a comunidade local, teremos sérios problemas no futuro, como gravidez na adolescência e até aumento de divórcio e separações”, esclareceu.

José Lucas da Silva disse que Ribas do Rio Pardo já passou por problemas semelhantes durante o processo de implantação do Gasoduto Bolívia-Brasil, que rasgou o município. Milhares de trabalhadores, muitos deles recebendo inclusive em dólares, se instalaram no município e quando saiam para se divertir e beber, eram fiscalizados pela Petrobras para que não se envolvessem com a comunidade. Havia inclusive uma recomendação da dona da obra (Petrobras) a todas as empresas prestadoras de serviços, para que condicionassem a manutenção do emprego dos trabalhadores ao não envolvimento com a comunidade. Quem desobedecia esse requisito era sumariamente demitido.

Hoje, como a ameaça paira sobre a cidade, é preciso que se discuta essa questão para evitar que as famílias de Ribas do Rio Pardo paguem preço caro pelo progresso e geração de emprego e renda no município. “Não temos dúvida de que tanto os governos municipal e estadual e a própria Suzano não querem que isso aconteça. Então, quanto antes discutir o assunto e buscar soluções, muito melhor para todos”, comentou.

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