Sala Justiça

Junho tem 14 julgamentos agendados pelo Tribunal do Júri da Capital

Neste mês de junho estão designadas 14 sessões de julgamento pelas 1ª e 2ª Varas do Tribunal do Júri de Campo Grande. As sessões permanecem com restrição de acesso ao público, como medida de biossegurança contra a Covid-19.

O primeiro julgamento do mês acontece na terça-feira (1), pela 1ª Vara e submeterá a júri popular um acusado de pertencer a facção criminosa que teria participado do homicídio e cárcere privado de um homem. A vítima estaria intermediando o tráfico de entorpecentes da facção criminal do réu e também da facção rival.

O crime teria ocorrido nos moldes das execuções do grupo criminoso, o chamado “Tribunal do Crime”, no qual a vítima é mantida em cativeiro até que seja dado o “veredicto”, por telefone, vindo de integrantes que ocupam posições de comando na organização criminosa. Outro julgamento de crime envolvendo rivalidades entre facções criminosas ocorre no dia 30 de junho, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri.

No dia 2 de junho, vai a julgamento pela 2ª Vara do Tribunal do Júri um homem acusado de homicídio praticado no dia 20 de maio de 2016. Segundo a denúncia, o réu teria cometido o crime porque a vítima expôs que o réu mantinha uma relação extraconjugal com uma mulher que era casada com amigo da vítima. O homicídio teria sido cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, pois sacou um revólver repentinamente e efetuou o disparo.

No dia 10 de junho, pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, está marcado o julgamento de um acusado de homicídio cometido no dia 3 de maio de 2014, em residência localizada na cidade de Lisboa, em Portugal.

Segundo as investigações realizadas pelas autoridades portuguesas, o réu teria desferido 38 facadas na vítima ao longo do couro cabeludo, face, pescoço, tórax, abdômen e ombro direito da vítima, atingindo sua medula vertebral, veia jugular e artéria subclavicular, ferimentos que causaram a morte da vítima.

Foi instaurado o procedimento de cooperação internacional e, posteriormente, proferida decisão pela justiça federal para que o caso tramitasse na comarca de Campo Grande, residência do réu. Em sua defesa, o acusado argumentou que não teve a intenção de matar e sim se defender da vítima que teria ameaçado sua integridade física e sua dignidade sexual, ao tentar manter relações sexuais com o acusado, ameaçando-o com uma faca.

Já no dia 16 de junho será submetido a júri popular pela 2ª Vara do Tribunal do Júri um homem acusado de tentativa de feminicídio. O réu foi intimado para julgamento por edital, uma vez que está foragido.

Conforme a denúncia, no dia 12 de setembro de 2018, no bairro São Conrado, o réu ateou fogo contra a sua mulher e filha, causando ferimentos em ambas. Consta nos autos que a mulher estava gestante no momento do crime, o qual teria sido motivado em razão de uma discussão banal entre o casal momentos antes.

Ele teria ateado fogo contra as vítimas no momento em que estavam deitadas em uma cama, enquanto a mãe amamentava a filha, à época um bebê de um ano e três meses de idade.

As sessões de julgamento ainda permanecem de portas fechadas para o público por conta da pandemia.

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