Sala Justiça

Justiça bloqueia bens de estelionatário e empresa que deram calote de R$ 120 mil a policial militar

Advogada Rachel Magrini atuou no caso – Crédito: Ascom

Vítima teria sido iludida aplicar dinheiro na Bolsa através de empresa fraudulenta

Uma policial militar de Campo Grande foi vítima de um estelionatário que oferecia lucros altos e baixos riscos em operações financeiras. A policial chegou a depositar R$ 120 mil em contas de Diego Rios do Santos e comparsas que seriam aplicadas na bolsa de valores, mas, logo depois descobriu que tudo não passava de um golpe.

A fraude começou em novembro de 2019 quando a vítima foi apresentada ao criminoso por um amigo da própria Polícia Miliar. Devido à proximidade com o colega de profissão, a policial militar aceitou realizar três investimentos, nos valeres respectivos de R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil, dinheiro este da venda de dois carros da família e empréstimo consignado.

Diego se apresentava com “Pedro”, investidor da Bolsa de Valores e sócio da empresa RSI Negócios Financeiros. Na ocasião, Diego oferecia as vítimas do golpe lucros mensais de 10% a 15% por meio do mercado financeiro.

Para alcançar este faturamento Diego pedia dinheiro as vítimas para realizar investimentos, além da assinatura de um contrato. Desconfiada das propostas fáceis, a vítima questionou o amigo da Polícia Militar que afirmou ter recebido R$ 15 mil em lucros de investimento de R$ 100 mil feito com a empresa de Diego. Foi neste momento que ela aceitou realizar os depósitos.

Meses depois, após descobrir por outras vítimas de Diego que tudo não passava de um golpe e que o seu verdadeiro nome era Pedro, a policial militar tentou reaver o dinheiro investido, mas não conseguiu mais contato com o estelionatário.

Com isso, os advogados de defesa da policial militar, Rachel de Paula Magrini Sanches e Anderson Yukio Yamada, ingressaram na Justiça solicitando reparação de danos materiais e morais.

“Com a ilusão advinda das práticas abusivas dos Requeridos (Diego e RSI Negócios Financeiros), a situação financeira e emocional dos Requerentes (policial e marido) foi fortemente abalada, pois se dispuseram de carros, da poupança que tinham além de tomar empréstimos para que pudessem obter um investimento mais rentável. Houve, no caso, a completa dilapidação financeira dos Requerentes”, alegou a advogada Rachel Magrini.

Os advogados ainda apresentaram à Justiça de Mato Grosso do Sul uma denúncia do Ministério Público da Bahia contra Diego por, possivelmente, ter cometido o mesmo crime de estelionato.

Na denúncia, dez pessoas teriam sido vítima do estelionatário em 2016 com pagamento de valores. De acordo com O MP/BA Diego informava às vítimas que os investimentos angariavam lucros substanciais com poucos riscos para o investidor. Tais operações seriam supostamente monitoradas pelas vítimas através de um site denominado “INVESTIMENTOR”, mediante a utilização de um código de acesso e de uma senha, o que possibilitaria acompanhar virtualmente os investimentos feitos e os ganhos obtidos com os valores aplicados, mas que, em verdade, se tratava de meio fraudulento para iludir às vítimas sobre os lucros auferidos com a enganosa aplicação.

A defesa pediu a reparação dos R$ 120 mil investidos, além de R$ 40 mil reais em danos morais. A justiça acatou o pedido da defesa e, em janeiro deste ano, a juíza Vânia de Paula Arantes determinou a apreensão do valor nas contas da empresa RSI Negócios Financeiros Ltda e dos sócios.

“Com fundamento nos dispostos nos art. 294 e 300 do Código de Processo Civil, concedo TUTELA DE URGÊNCIA em favor dos autores, para o fim de determinar a apreensão do valor da lesão – R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) nas contas dos requeridos indicados na inicial (p. 06), quais sejam: 1) RSI Negócios Financeiros Ltda; 2) Clodoaldo Pereira dos Santos; 3) Lucas Carvalho Lopes; e 4) Diego Rios dos Santos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *